Hexavalente
Ficha técnica
- Nome comercial
- Hexaxim e Infanrix Hexa, as duas hexavalentes acelulares com registro no Brasil citadas pelo Ministério da Saúde. Qual delas a clínica aplica não foi confirmado
- Laboratório
- Sanofi Medley Farmacêutica (Hexaxim) e GlaxoSmithKline Brasil (Infanrix Hexa). A hexavalente adquirida pelo PNI para os CRIE em 2021 foi a do laboratório Sanofi Pasteur
- Indicação
- Imunização ativa contra difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, hepatite B e doenças invasivas causadas por Haemophilus influenzae tipo b, em uma única aplicação.
- Faixa etária
- A partir de 2 meses de idade, até menores de 7 anos. O Ministério da Saúde registra a idade máxima de aplicação como 6 anos, 11 meses e 29 dias.
- Esquema de doses
- SBIm, serviços privados: três doses aos 2, 4 e 6 meses, mais reforço entre 12 e 18 meses. O reforço de 4 a 5 anos é feito com DTPa ou dTpa-VIP, não com a hexavalente. PNI, nos CRIE: três doses a partir dos 2 meses, primeiro reforço aos 15 meses com penta ou hexa acelular, segundo reforço aos 4 anos com DTP acelular.
- Intervalo entre doses
- PNI, nos CRIE: 60 dias entre as doses do esquema básico, mínimo de 30 dias, e mínimo de 6 meses entre a terceira dose e o primeiro reforço. SBIm, separata de recuperação de esquemas em atraso (são pisos de exceção, não o intervalo de rotina): idade mínima para início do esquema de 6 semanas, intervalo mínimo de 4 semanas entre as doses e de 6 meses entre o término do esquema básico e o primeiro reforço.
- Contraindicações
- Pessoas com 7 anos de idade ou mais. Hipersensibilidade conhecida a qualquer componente da vacina, ou sinais de hipersensibilidade após administração prévia das vacinas difteria, tétano, coqueluche ou Hib. Encefalopatias progressivas, com ou sem convulsões. Em caso de febre ou doença aguda, a vacinação é adiada até a melhora. Encefalopatia instalada nos 7 dias seguintes à aplicação anterior de vacina com componente pertussis, e anafilaxia a qualquer componente: constam na SBIm e na Instrução Normativa 2026, não no item de contraindicações do informe técnico do PNI.
- Reações mais comuns
- As duas fontes divergem na frequência. SBIm: até 21% das crianças apresentam reação no local da aplicação (vermelhidão, dor, inchaço), até 22% febre acima de 38 graus, 1,9% febre a partir de 40 graus, 1% perda de apetite, vômito, irritabilidade, choro persistente e sonolência, e de 0,01% a 1% convulsão febril ou episódio hipotônico-hiporresponsivo. PNI, informe de 2021, por classe de frequência declarada no próprio documento: muito comum (10% ou mais) sonolência, vômito, irritabilidade, choro anormal, vermelhidão, dor e inchaço no local e febre acima de 38 graus; comum (1% a menos de 10%) diarreia, endurecimento no local e distúrbios do sono; incomum vermelhidão e inchaço maiores que 5 cm e febre acima de 39 graus; raro febre acima de 40 graus; muito raro convulsões febris. As duas fontes concordam que as reações são mais frequentes nas doses de reforço, e o PNI acrescenta que reações locais maiores aparecem entre 24 e 72 horas e desaparecem espontaneamente em 3 a 5 dias.
- Categoria
- Rotina
- Tipo de componente
- AcelularAinda não confirmado pela responsável técnica.
Divergência registrada entre fontes oficiais
As fontes oficiais divergem neste ponto. As duas versões ficam registradas abaixo e a decisão é da responsável técnica.
indicacao
PNI: Disponibilizada nos CRIE, com indicações restritas: após convulsão febril ou afebril nas primeiras 72 horas ou episódio hipotônico-hiporresponsivo nas primeiras 48 horas após DTP ou penta de células inteiras; para crianças com risco aumentado de eventos graves (doença convulsiva crônica, cardiopatias ou pneumopatias crônicas com risco de descompensação em vigência de febre, doenças neurológicas crônicas incapacitantes, recém-nascido internado na unidade neonatal na idade de vacinação, prematuro extremo); e preferencialmente em situações de imunodepressão (neoplasias, doenças imunomediadas que exijam quimioterapia, corticoterapia ou imunoterapia, transplantados de órgãos sólidos e de células-tronco hematopoiéticas). Na rede pública, nas doses dos 2, 4 e 6 meses, é usada a penta de células inteiras (DTP-HB/Hib), conforme o comentário 2 do Guia rápido SBIm.
SBIm: Para a vacinação rotineira de crianças, preferir o uso da vacina quíntupla (penta) ou sêxtupla (hexa) acelular. A vacina consta como disponível em serviços privados de vacinação e nos CRIE. A própria SBIm descreve a oferta pública nos mesmos termos do PNI, no comentário 12 do Guia rápido: no PNI, penta e hexa acelulares estão disponíveis apenas para grupos especiais, e podem ser intercambiadas com a penta de células inteiras no esquema infantil.
esquema_doses
PNI: Vacinação básica nos CRIE com 3 doses a partir dos 2 meses de idade, intervalo de 60 dias (mínimo de 30 dias). Primeiro reforço aos 15 meses com penta e/ou hexa acelular. Segundo reforço aos 4 anos com DTP acelular, se a indicação persistir. Idade máxima de aplicação: 6 anos, 11 meses e 29 dias.
SBIm: Vacinação rotineira aos 2, 4 e 6 meses e entre 12 e 18 meses, preferindo penta ou hexa. Para o reforço entre 4 e 5 anos de idade, recomenda-se DTPa ou dTpa-VIP, e não a hexavalente.
esquema_doses_hepatite_b
PNI: Dose zero de hepatite B nas primeiras 24 horas de vida, preferencialmente nas primeiras 12 horas. Quando se usa a hexa acelular, não há aplicação simultânea da vacina hepatite B isolada, porque ela já faz parte da composição da hexa.
SBIm: O esquema de quatro doses pode ser adotado quando é utilizada vacina combinada que inclua a hepatite B. No sistema privado, o esquema pode ser de três ou quatro doses no primeiro ano de vida, ambos adequados para bebês nascidos a termo, a depender da vacina administrada no quarto mês: penta acelular (sem hepatite B) ou hexa acelular (com hepatite B). A mesma fonte acrescenta que o esquema de 4 doses de hepatite B só é obrigatório para recém-nascido prematuro que recebe a primeira dose ao nascimento ou no primeiro mês de vida.
reacoes_comuns
PNI: Classificação por frequência, com as faixas declaradas no próprio documento (muito comum 10% ou mais, comum de 1% a menos de 10%, incomum de 0,1% a menos de 1%, raro de 0,01% a menos de 0,1%). Muito comum: sonolência, vômitos, vermelhidão, dor e inchaço no local da injeção, febre acima de 38 graus, irritabilidade e choro anormal. Comum: diarreia, endurecimento no local e distúrbios do sono. Incomum: vermelhidão e inchaço maiores que 5 cm e febre acima de 39 graus. Raro: febre acima de 40 graus. Muito raro: convulsões febris.
SBIm: Até 21% reações no local da aplicação; até 22% febre maior que 38 graus; 1,9% febre a partir de 40 graus; 1% perda de apetite, vômito, irritabilidade, choro persistente e sonolência; de 0,01% a 1% convulsão febril e episódio hipotônico-hiporresponsivo; menos de 0,01% problemas neurológicos e anafilaxia.
Conteúdo informativo. Não substitui a avaliação de um profissional de saúde.
Revisado por
Myckaella Lima Pontes
Enfermeira, COREN-GO 582240
Responsável técnica da Premium Vacinas
- Publicado em
- Última revisão em
Fontes
- SBIm, Calendário de vacinação SBIm criança, recomendações 2025/2026, atualizado em 08.05.2025
- SBIm, Família SBIm, Vacinas combinadas à DTPa, penta e hexa acelulares, atualização de 10.07.2025
- SBIm, Guia rápido, separata Idades mínimas e intervalos mínimos entre doses de vacinas para recuperação de esquemas em atraso, edição digital 09.03.2026, Tabela 1 (linha Hexa) e comentários 2, 12 e 13
- PNI/Ministério da Saúde, Informe técnico da incorporação das vacinas penta acelular (DTPa/VIP/Hib) e hexa acelular (DTPa/VIP/Hib/HB), SVS/MS, 2021, lido em cópia hospedada no site da SBIm
- PNI/Ministério da Saúde, Conitec, Relatório de recomendação nº 1034, agosto de 2025, vacina adsorvida hexavalente acelular para crianças com até 6 anos, 11 meses e 29 dias. A Conitec é comissão do Ministério da Saúde, não é documento do PNI
- PNI/Ministério da Saúde, Instrução Normativa que instrui o Calendário Nacional de Vacinação, 2026. Não tem seção própria da hexavalente acelular: o trecho usado está no bloco Contraindicações da seção da vacina dTpa
- SBP, Calendário de Vacinação da SBP, atualização 2025/2026, Departamentos Científicos de Imunizações e de Infectologia