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Ilustração de bebê de babador, com um patinho e uma mamadeira

Rotavírus

Fases da vida

Ficha técnica

Nome comercial
Duas apresentações registradas e listadas pela SBIm: Rotarix, rotavírus monovalente (RV1), e RotaTeq, rotavírus pentavalente (RV5). Qual delas a Premium Vacinas aplica não foi informado.
Laboratório
Rotarix (RV1): GSK. RotaTeq (RV5): MSD. No SUS, a vacina rotavírus humano G1 P [8] atenuada é do laboratório Bio-Manguinhos/GSK.
Indicação
Prevenção de doenças diarreicas agudas pelo rotavírus, sorotipos G1. A vacina oferece proteção cruzada contra outros sorotipos de rotavírus que não sejam G1 (G2, G3, G4 e G9).
Faixa etária
PNI (Instrução Normativa do Calendário Nacional de Vacinação 2026): crianças na faixa etária até 23 meses e 29 dias, com limite próprio por dose, primeira dose a partir de 1 mês e 15 dias até 11 meses e 29 dias, segunda dose a partir de 3 meses e 15 dias até 23 meses e 29 dias. SBIm e SBP: primeira dose pode ser feita a partir de 6 semanas de vida, e na recuperação de esquema em atraso a primeira dose vai no máximo até 11 meses e 29 dias e a última dose até 23 meses e 29 dias, aplicação que a SBIm marca como uso off label. O Manual de Vigilância Epidemiológica de Eventos Adversos Pós-Vacinação do Ministério da Saúde, 4ª edição atualizada, ainda registra os limites anteriores, primeira dose de 1 mês e 15 dias a 3 meses e 15 dias e segunda dose de 3 meses e 15 dias a 7 meses e 29 dias.
Esquema de doses
PNI: 2 doses, aos 2 e aos 4 meses de idade, com a vacina monovalente, a única ofertada no SUS. SBIm e SBP: vacina rotavírus monovalente em 2 doses, aos 2 e 4 meses de idade, e vacina rotavírus pentavalente em 3 doses, aos 2, 4 e 6 meses de idade. A SBIm acrescenta que, se alguma dose da série for pentavalente ou desconhecida, aplicar três doses.
Intervalo entre doses
PNI (Instrução Normativa 2026): intervalo de 60 dias entre as doses, com mínimo de 30 dias em situações excepcionais. SBIm (Calendário Criança 2026/2027): intervalo mínimo entre doses de 30 dias. SBIm (separata de recuperação de doses em atraso, 09.03.2026): intervalo mínimo de 4 semanas. SBP: intervalo de 2 meses, podendo ser de no mínimo quatro semanas.
Contraindicações
PNI: histórico de intussuscepção (invaginação intestinal) ou malformação congênita não corrigida do trato gastrointestinal, como divertículo de Meckel, que predisponha à intussuscepção; imunodepressão grave ou uso de corticosteroide em dose imunossupressora (prednisona acima de 2 mg/kg/dia) por duas semanas ou mais, ou dose equivalente de outros corticosteroides ou quimioterápicos; crianças fora da faixa etária preconizada; história pregressa de reação de hipersensibilidade a dose anterior ou a qualquer componente da formulação, casos que devem ser avaliados pela equipe do serviço de saúde. Em situação de imunodepressão, o PNI orienta avaliar e vacinar mediante prescrição médica. O Manual de Eventos Adversos Pós-Vacinação do Ministério da Saúde acrescenta imunodeficiência combinada grave (primária ou adquirida), anafilaxia a componente da vacina ou a dose prévia, alergia grave prévia a látex como contraindicação à vacina monovalente (há borracha no dispositivo de aplicação), e doença gastrointestinal crônica ou malformação congênita do trato digestivo. SBIm: não utilizar em crianças hospitalizadas. Sobre suspeita de imunodeficiência e sobre recém-nascido cuja mãe usou imunobiológicos na gestação, PNI e SBIm afirmam o oposto um do outro.
Reações mais comuns
Ministério da Saúde: estudos clínicos com as duas vacinas identificaram sinais e sintomas inespecíficos associados temporalmente à vacinação, como irritabilidade, vômitos, diarreia e flatulência. O quadro-resumo do mesmo manual lista febre, diarreia e vômitos após a primeira dose. A invaginação intestinal não aparece entre as manifestações sistêmicas comuns, mas o mesmo capítulo do Ministério da Saúde traz três estimativas de frequência diferentes entre si, e descreve a invaginação como condição grave, que pode evoluir para necrose intestinal, abdome agudo perfurativo, sepse grave e óbito. Os sinais descritos são irritabilidade com choro intenso, distensão abdominal ou massa abdominal palpável, vômitos, sangue nas fezes ou fezes em geleia de framboesa e sangramento retal, com orientação de procurar assistência médica o quanto antes. A invaginação intestinal contraindica a dose subsequente.
Categoria
Rotina

Conteúdo informativo. Não substitui a avaliação de um profissional de saúde.

Revisado por

Myckaella Lima Pontes

Enfermeira, COREN-GO 582240

Responsável técnica da Premium Vacinas

Publicado em
Última revisão em

Fontes

  • PNI/Ministério da Saúde, Instrução Normativa do Calendário Nacional de Vacinação, edição 2026, item 7 "Vacina rotavírus humano G1 P [8] (atenuada), VRH". Consultado em 2026-07-23.
  • PNI/Ministério da Saúde, Instrução Normativa do Calendário Nacional de Vacinação 2025, item 5. Consultado em 2026-07-23.
  • PNI/Ministério da Saúde, Nota Técnica nº 193/2024-CGICI/DPNI/SVSA/MS, "Atualização das indicações da vacina rotavírus humano G1P[8] (vacina rota) no Brasil", dezembro de 2024. Consultado em 2026-07-23.
  • PNI/Ministério da Saúde, Manual de Vigilância Epidemiológica de Eventos Adversos Pós-Vacinação, 4ª edição atualizada, Capítulo 21 "Vacina rotavírus, rota". Consultado em 2026-07-23.
  • SBIm, Calendário de vacinação SBIm criança, recomendações 2026/2027, edição de 27/04/2026, comentário 3. Consultado em 2026-07-23.
  • SBIm, Separata "Idades mínimas e intervalos mínimos entre doses de vacinas para recuperação de esquemas em atraso", edição digital de 09.03.2026, Tabela 1 (RV1 e RV5) e Tabela 3 (nomes comerciais e fabricantes). Consultado em 2026-07-23.
  • SBIm, Família SBIm, página "Vacina rotavírus". Consultado em 2026-07-23.
  • SBP, Calendário de Vacinação da SBP, Atualização 2025/2026, Documento Científico nº 12, 20 de outubro de 2025, Departamentos Científicos de Imunizações e de Infectologia, comentário 10. Consultado em 2026-07-23.

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